13.6.17

Corpo Estranho

Graças a um convite para participar no 10º número da revista ESC:ALA, em vez do habitual teste de ressonância às paredes, em Abril saí à rua, testei ideias, vi pessoas. E andei a viver esta novidade como se estivesse grávida. E de certa forma estava. Disseram-me que «escrever sobre música é como dançar sobre arquitectura» e eu respondi dando à luz um Corpo Estranho.

Agradeço (mil!) à Mathilde Ferreira Neves o convite e agradeço também às musas Catarina Barros, Luís Miguel Oliveira, Vasco Baptista Marques (e Raquel Nobre Guerra, porque apesar de se ter esquivado ao assédio, foi a pensar nela que idealizei algumas das fotografias) e em especial à Rita Canas Mendes, que se revelou a melhor modelo possível, entrando completamente no espírito da coisa, alinhando em todas as maluqueiras, contribuindo com ideias, expondo-se aos piropos dos camionistas. Só as fotos da Rita sobreviveram à selecção, mas das mais de 1000 que tirei nos últimos meses, muitas serão publicadas nos locais habituais a seu tempo.
Por fim, agradeço ao Eduardo Basto pelo brainstorming, antes-durante-e-depois — ior da man.

Sejam então bem-vindos ao meu Corpo Estranho.